Desocupação atinge 12% e informalidade cresce no ES no 1º trimestre de 2019

Desocupação

No primeiro trimestre de 2019, cerca de 260 mil pessoas estavam desocupadas no Espírito Santo, ou seja, 12,1% da população na força de trabalho estava sem trabalho, mesmo se esforçando para consegui-lo. Considerando a população que desistiu de procurar trabalho, dito desalentada, estima-se um total de 303 mil pessoas entre desocupadas e desalentadas no estado. No Brasil, a taxa de desocupação atingiu 12,7%, com 13,4 milhões pessoas desocupadas no primeiro trimestre, que quando somados aos 4,8 milhões de desalentados totalizam 18,2 milhões de pessoas sem trabalho no país.

O Espírito Santo aparece na 12ª posição dentre os estados com menores taxas de desocupação (12%), 5 p.p. acima de Santa Catarina, estado com a menor taxa (7,2%), e 8 p.p. abaixo do Amapá, estado com a maior taxa (20%) entre as unidades federativas. 

A taxa de desocupação no Espírito Santo reduziu em 0,4 p.p. na comparação com o primeiro trimestre de 2018, já em relação ao último trimestre de 2018 aumentou em 2,1 p.p. passando de 10,2% para 12,1% no início de 2019. Destaca-se que é comum o primeiro trimestre do ano registrar taxa de desocupação mais elevada.

Ocupação e rendimento

Foram estimados, aproximadamente, 1,9 milhões de pessoas ocupadas (trabalhadores formais, informais e empregadores)  no primeiro trimestre do ano, a maior parte deles estava ocupado nos setores de comércio (19%), agricultura (14%), indústria (11%) e educação, saúde humana e serviços sociais (11%). Quanto a remuneração média, a maior remuneração estimada foi entre os empregados do setor público (R$ 3.528), seguido pelo setor privado (R$ 1.959) e trabalhadores conta-própria (R$1.659), com os trabalhadores domésticos com a menor remuneração média (R$ 823). A remuneração média do estado foi de R$ 2.073, 6,5% inferior à média nacional de R$ 2.218.

Informalidade

Apesar da redução de 0,4 p.p. na taxa de desocupação, o aumento do número de ocupados no estado foi acompanhado do aumento da informalidade. 

Na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2019, a taxa de informalidade cresceu em 8 p.p., alcançando 50,1% do total de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2019.

Este dado mostra que, excetuando-se as categorias empregador e trabalhador familiar auxiliar, metade da população ocupada do estado são empregados sem carteira de trabalho assinada ou trabalham por conta própria.

O aumento da taxa de informalidade do estado segue a tendência nacional, porém, com maior velocidade. Enquanto o total de ocupados informais no Brasil aumentou 9%, na variação entre o primeiro trimestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2019, no estado este aumento foi de 24%.

Dentre os ocupados por conta própria, apenas 20% possuem formalização do negócio. Os trabalhadores por conta própria sem formalização responderam por 44% da informalidade, a segunda maior parcela da informalidade é de empregados no setor privado sem carteira (27%), e os trabalhadores domésticos sem carteira respondem por 10% da informalidade estimada para o primeiro trimestre de 2019.