Taxa anual de desocupação do ES foi de 5,7% em 2023

Taxa de desemprego do ES recua 2,8 pontos percentuais em 2023, quando comparada com o ano anterior

PUBLICADO EM 16 Fev 2024

Com o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua) para o Espírito Santo, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2023, divulgado no dia 16 de fevereiro de 2024, a taxa anual de desocupação do estado ficou em 5,7% em 2023, patamar abaixo da média registrada no país (7,8%).

Esse indicador caiu 2,8 pontos percentuais (p.p.) em 2023, quando comparado com o resultado de 2022 (8,5%), e foi a menor taxa anual desde o início da pesquisa em 2012.

O Espírito Santo foi o 7º estado com a menor taxa de desocupação no ano de 2023. A menor taxa foi registrada em Rondônia (3,2%), seguido por Mato Grosso (3,3%) e Santa Catarina (3,4%). Já os maiores índices foram observados em Pernambuco (13,4%), na Bahia (13,2%) e no Amapá (11,3%).

Em relação aos resultados do 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação do Espírito Santo chegou a 5,2% no período, redução de 2,0 ponto percentual (p.p) em relação ao 4º trimestre de 2022. Essa contração da taxa de desocupação da economia capixaba manteve a trajetória de queda iniciada no 3º trimestre de 2020, totalizando 13 recuos consecutivos e registrando a menor taxa trimestral da série histórica.

A taxa de subutilização, que compreende as pessoas desocupadas, subocupadas¹ e na força de trabalho potencial², retrata de forma mais ampla a disponibilidade de mão de obra não absorvida ou parcialmente absorvida pelo mercado de trabalho. A taxa de subutilização do Espírito Santo atingiu 11,4% no 4º trimestre de 2023, com um aumento de 0,2 p.p. em relação ao 3º trimestre de 2023. Contudo, esse indicador registrou uma queda de 2,8 p.p. quando comparado com o 4º trimestre de 2022 (14,2%).

População ocupada

No 4º trimestre de 2023, o nível de ocupação, que é a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade ativa, registrou alta de 0,6 p.p. em relação ao trimestre anterior e ficou em 60,7% no Espírito Santo. Esse nível representou cerca de 2,06 milhões de pessoas ocupadas, contingente 1,2% superior ao 3º trimestre de 2023 (24 mil pessoas a mais) e aumento de 3,3% em relação ao 4º trimestre de 2022 (65 mil pessoas a mais).

Na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2023, o aumento no número de ocupados foi mais intenso no setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+8,8%), seguido pelo setor de alojamento e alimentação (+7,9%), construção (+4,1%), outros serviços (+2,6%), transporte, armazenagem e correio (+2,5%),  serviços domésticos (+1,3%),  administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+0,7%) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+0,4%). Já os setores que registraram queda no número de ocupados foram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-5,4%) e a indústria geral (-2,5%).

No ano, o nível de ocupação no Espírito Santo aumentou 1,2 p.p. em relação a 2022, atingindo 60,3% das pessoas em idade de trabalhar em 2023.

Rendimento

Em relação à massa de rendimentos mensal das pessoas ocupadas, houve um aumento de 3,8% no 4º trimestre de 2023, na comparação com o trimestre anterior, totalizando R$ 5,9 bilhões no Espírito Santo. Nessa mesma base de comparação, o rendimento médio mensal real dos trabalhadores cresceu 2,1%, saindo de R$2.876,00 para R$2.936,00.

Para o Brasil, o rendimento médio real mensal habitual foi de R$ 3.032,00 no 4º trimestre de 2023. Este resultado apresentou estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$3.007,00) e aumento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$2.940,00).

Informalidade

A taxa de informalidade, que representa a parcela dos trabalhadores ocupados no setor informal em relação ao total da população ocupada, chegou a 37,6% no Espírito Santo no 4º trimestre, com queda de 1,2 p.p em relação ao 3º trimestre. A taxa de informalidade capixaba se manteve abaixo da média nacional (39,1%).

Entre as unidades da federação, as maiores taxas ficaram com Maranhão (57,8%), Pará (57,4%) e Amazonas (54,6%), e as menores com Santa Catarina (27,6%), Distrito Federal (30,4%) e São Paulo (31,2%).

Em 2023, a taxa anual de informalidade no estado atingiu 39,0% da população ocupada, percentual abaixo da média nacional (39,2%).

 

¹Pessoas ocupadas que trabalhavam menos de 40 horas e estavam disponíveis e gostariam de trabalhar mais horas que as habituais.

²Pessoas que no período de 30 dias desistiu de procurar trabalho, mas gostaria de trabalhar ou que procurou trabalho, mas não poderia trabalhar devido a algum impedimento.

Sobre o(a) editor(a) e outras publicações de sua autoria

Marcos Morais

Graduado em Ciências Econômicas pela UFRRJ e mestre em Economia pela UFES. Atua como Analista de Estudos e Pesquisas na Gerência do Observatório da Indústria. Possui interesse na área de finanças públicas e temas conjunturais.