As empresas do Espírito Santo possuem potencial para desenvolverem projetos com os recursos da cláusula de PD&I

Conforme abordado no Fato Econômico Capixaba de abril, o Espírito Santo possui 13,0% do total das reservas nacionais de petróleo do país, sendo o segundo maior produtor entre as unidades da federação, atrás apenas do Rio de Janeiro (70,2%).

Apesar disso, as empresas do estado ainda não desenvolveram projetos com os recursos da cláusula da PD&I, que estabelece a aplicação de um percentual da receita bruta da produção dos campos com alta produtividade, e que geram participações especiais, em projetos e programas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Atualmente, no Fórum Capixaba de Petróleo e Gás (FCP&G), há 12 empresas fornecedoras deste setor responsáveis por desenvolver 24 projetos distintos que se enquadram nos requisitos necessários para receber os recursos da cláusula de PD&I.

Esta cláusula deve ser mais explorada, por meio de melhores projetos e com captação de recursos pelas empresas capixabas. Para auxiliar nestas questões, o Fórum está desenvolvendo uma metodologia para simplificar os entraves técnicos e mercadológicos na captação de recursos pelas empresas do estado.

    Com melhores projetos e sinergia entre as instituições, a Cláusula de PD&I poderá ser melhor utilizada, reforçando-se como importante fonte para a viabilização de projetos em pesquisa e inovação para o setor e contribuindo para o aumento da complexidade e competitividade da cadeia produtiva de petróleo e gás do Espírito Santo.

Aliado a este fator, é importante que haja sinergia entre instituições no estado para que se realize novos projetos. Ou seja, é fundamental promover maior cooperação e integração entre a ANP (via cláusula), as empresas petrolíferas, as instituições credenciadas, as empresas fornecedoras e o Fórum Capixaba de Petróleo e Gás. Este é o caminho para o aumento da competitividade via inovação tecnológica no setor.