Inadimplência dos clientes é a maior dificuldade enfrentada pelo setor da construção capixaba

A pesquisa Sondagem Indústria da Construção para o Espírito Santo mostrou que, no mês de junho de 2020, a crise causada pela pandemia de Covid-19 ainda prejudica o setor, porém, de forma menos intensa que o observado no início da pandemia.

Com o aumento de 3,2 pontos entre maio e junho, o indicador de nível de atividade (37,8 pontos) segue abaixo da linha dos 50 pontos, revelando uma queda menos intensa da atividade na construção. O índice de Utilização da Capacidade de Operação (UCO) atingiu 58%, com recuo de 4,0 pontos percentuais na passagem de maio para junho.

Análise Trimestral

No segundo trimestre de 2020, os empresários capixabas do setor da construção apontaram a inadimplência dos clientes como o principal problema enfrentado neste período. Os industriais da construção estão mais insatisfeitos com a situação financeira de suas empresas e o acesso ao crédito ficou mais difícil neste 2º trimestre. Ao registrar 30,1 pontos, o indicador que mostra a facilidade de se acessar o crédito está mais distante da linha dos 50 pontos. Na comparação com 1º trimestre desse ano, o indicador registra uma queda de 5,4 pontos e um recuo de 15,2 pontos em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Expectativas

Todos os indicadores de tendência futura recuaram na passagem de junho para julho, revelando um pessimismo para os próximos seis meses mais disseminado entre os empresários capixabas do setor. A maior queda advém do índice de novos empreendimentos e serviços (-7,5 pontos) esperados nos próximos seis meses, que registrou 33,7 pontos em julho.  

    O Ideies divulga mensalmente um painel dinâmico e interativo com os resultados da pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o Espírito Santo e para o Brasil.

    Além disso, trimestralmente, o leitor tem disponível um relatório com análise dos indicadores relacionados ao nível de atividade da indústria capixaba e às expectativas para os próximos seis meses.

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