Indústria capixaba avançou 5,9% em fevereiro

No Espírito Santo a produção industrial avançou 5,9% em fevereiro na comparação com o mês imediatamente anterior. Este foi o segundo mês consecutivo de crescimento da indústria que teve um aumento de produção de 3,4% em janeiro. Porém, a indústria ainda não se recuperou das perdas no nível de produção ao longo de 2019 que foram muito fortes. Em fevereiro a retração foi de 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nos dois primeiros meses de 2020 a produção industrial capixaba acumulou uma variação de -13,5% em relação ao mesmo período de 2019, a queda mais acentuada entre os locais pesquisados. 

Em fevereiro o resultado mensal da produção industrial capixaba foi positivo pela indústria de transformação, que variou 1,5%, mas em especial pelas indústrias extrativas que cresceram 8,3%. No resultado do mês de fevereiro as indústrias extrativas tiveram influência positiva da produção dos óleos brutos de petróleo e do gás natural. 

Os pontos em destaque para as atividades da indústria de transformação em fevereiro foram:   

  • A produção de alimentos teve influencia positiva de bombons e chocolates c/ cacau, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carne de suíno e massas alimentícias secas; 
  • Em minerais não-metálicos, a produção de cimento “Portland” foi a única com influência positiva; 
  • A metalurgia teve queda de 14,6% em fevereiro após uma forte alta (42,1%) em janeiro, o que no resultado acumulado no ano ainda representa um crescimento de produção de 9,6%. 
  • A celulose continua sendo a atividade da indústria de transformação com pior desempenho acumulado na base de comparação anual (-13,1%) e dos últimos doze meses (-34,8%).

    Para os próximos meses, os choques de oferta e de demanda decorrentes da epidemia do coronavirus devem impactar numa forte redução da atividade industrial no país como um todo.

Também devem contribuir para um viés negativo da produção industrial dos próximos meses o enfraquecimento da demanda internacional por exportações brasileiras e o efeito da forte queda do preço do petróleo.