O PIB do Espírito Santo e a participação da indústria

O Fato Econômico Capixaba do mês de dezembro aborda a redução da participação da indústria capixaba na composição do PIB do Espírito Santo, especificando o desempenho de cada segmento industrial. 

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Jones dos santos Neves (IJSN) no dia 14 de novembro, a participação da indústria passou de 23,3% do PIB em 2016 para 21,3% em 2017. A perda de representação da indústria na geração do produto interno bruto no Espírito Santo vem ocorrendo desde 2012. A participação alcançada em 2017 é a menor dos últimos 40 anos. 

Um dos desdobramentos apresentados no Fato Econômico Capixaba para esta perda de participação da indústria é a modificação da estrutura da economia capixaba, que está tonando-se cada vez mais intensiva em serviços. O setor de serviços aumentou a representatividade sobre o PIB de 67,4% em 2016 para 69,7% em 2017. 

Entretanto, vale destacar que a importância da indústria na economia local se faz não apenas na agregação de valor, mas também na geração de emprego, na arrecadação de impostos, no desenvolvimento de novas tecnologias e na competitividade regional e setorial.

Em 2017 o PIB capixaba cresceu 0,5%, com destaque para o aumento de 12,0% da Agropecuária, que superou as retrações de -0,3% da Indústria e -0,2% dos Serviços. O PIB do Espírito Santo respondeu por 1,7% do PIB nacional e a 14º posição no ranking dos maiores PIBs estaduais. 

O PIB do Espírito Santo representa o somatório de bens e serviços finais gerados no estado naquele ano. Sendo assim, todos esses novos bens e serviços internamente produzidos, levando em conta os impostos incidentes sobre esses produtos comercializados, totalizaram R$113,35 bilhões em 2017. Descontando os impostos do PIB, o valor obtido é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa efetivamente o valor acrescentado ao produto ou serviço durante o seu processo produtivo. Em 2017, o Valor Adicionado do Espírito Santo totalizou R$ 95,5 bilhões, montante 0,4% superior ao de 2016.

    O Espírito Santo passou a ocupar o 8º lugar no ranking dos estados mais industrializados

    Em 2017, o Espírito Santo perdeu duas posições na colocação dos estados mais industrializados, passando de 6º para 8º lugar, e ficando atrás da Bahia e do Rio Grande do Sul. Desde 2015 o estado deixou de ser o estado mais industrializado do país, perdendo este posto para o Amazonas, que permanece em primeiro lugar.

Variação (%) em volume das atividades econômicas no Valor Adicionado do Espírito Santo, 2017/2016:

Agropecuária: +12,0%
Indústria: -0,3%
   Indústria Extrativa: -3,2%
   Indústria de Transformação: 3,4%
   Siup: -2,5%
   Construção: -5,3%
Serviços: -0,2%

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